Resenha “Mosquitolândia”

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“Meu nome é Mary Iris Malone e eu não estou nada bem.”

Mosquitolândia, do autor norte americano David Arnold, foi publicado em 2015. O livro nos conta a história de Mary Iris Malone, uma adolescente que é obrigada a mudar de cidade após o divórcio de seus pais.

Mudar de cidade é só o início da saga desta heroína. Com a mudança para o árido estado do Mississippi e o novo casamento de seu pai, Mary precisa se adaptar a uma nova realidade, aprender a viver com seus monstros e encarar a vida de um jeito novo. Quando criança, sua relação com sua mãe era bastante próxima, o que não facilita a adaptação da garota.

Sua madrastra está grávida, seu pai a trata com remédios que ela nem acredita precisar, para prevenir uma espécie de loucura que está na família. Naufragada em seus sentimentos, Mary rouba uma lata de café com algum dinheiro e bilhetes misteriosos de sua mãe e parte em busca do imprevisível, numa viagem de mais de mil quilômetros de ônibus partindo de volta do Mississippi para Ohio, onde sua mãe está e onde ela acredita pertencer. “Abra os olhos e encare o mundo sem medo”.

Durante a viagem, MIM escreve cartas para sua irmã que ainda nascerá, e acaba encontrando amigos que são muito importantes nessa jornada cheia de surpresas e contratempos. MIM nos ensina a não subestimar o valor de uma amizade. Suas cartas e reflexões são o ponto alto da obra, que convida o leitor a ler a vida de uma forma totalmente nova e surpreendente, propondo uma nova perspectiva acerca do amor, lealdade, amizade, confiança e até da loucura.

A narrativa acontece de modo muito agradável e envolvente, sendo quase impossível parar de ler. Há várias referências musicais maravilhosas que dá pra ouvir durante a leitura. Não tem romance forçado e infantil, e ainda apresenta um final surpreendente. Os capítulos são de tamanho médio e a linguagem é leve, o que acaba facilitando a leitura. Uma de minhas melhores leituras de 2016!

“Seja uma criança sincera. Balance uma bandeira para que todos vejam. E, a propósito… seja uma criança que gosta de surpresas. Grite de prazer com filhotes de cachorro, cupcakes  e festas de aniversário. Seja curiosa, mas alegre. Seja leal, mas independente. Seja gentil. Com todos. Trate todos os dias como se fosse o dia de waffles. Não se contente com o primeiro menino (ou menina), a menos que ele (ou ela) seja a pessoa certa. Viva a droga da sua vida. Faça isso com vontade, porque, meu Deus, não existe nada mais triste do que uma existência sem prazer. Saiba quem você é. Ame a si mesma. Seja uma boa amiga. Seja uma criança com esperança e substância. Seja uma criança com apetite, Isa. Você sabe o que quero dizer, não sabe?”

Dinâmico, empolgante, cheio de boas reflexões e de sentimentos verdadeiros.

A edição brasileira mantém a capa da edição original americana.
Ano: 2015
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 352
Nota: 5/5

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Resenha por: Munique

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2 comentários sobre “Resenha “Mosquitolândia”

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